Capacitação gratuita amplia qualificação de profissionais do SUS para o uso de insulinas

Publicado em 15/08/2026 às 14:14

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Foto: Magnific

Mais de 12 mil profissionais de saúde já estão inscritos na formação sobre insulinoterapia oferecida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A iniciativa busca aprimorar o atendimento às pessoas com diabetes e faz parte da estratégia nacional de substituição gradual da insulina humana NPH pela insulina glargina, uma versão análoga de ação prolongada.

Voltado principalmente aos profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde, o curso é realizado totalmente a distância e possui 80 horas de duração. Os participantes contam ainda com suporte técnico durante sete meses e recebem certificado após a conclusão da capacitação. A inscrição é gratuita e permanece disponível durante o período de realização do curso.

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Podem participar médicos, profissionais autorizados a indicar terapias com insulina, enfermeiros envolvidos no acompanhamento e na orientação de pessoas com diabetes e farmacêuticos responsáveis pela dispensação das insulinas. A formação também aborda questões relacionadas aos dispositivos utilizados na aplicação dos medicamentos e ao acompanhamento da adesão dos pacientes ao tratamento.

Conteúdo voltado à prática profissional

A capacitação está organizada em três módulos temáticos, divididos em 13 disciplinas. Os conteúdos contemplam aspectos clínicos da insulinoterapia, organização do atendimento, acompanhamento das pessoas com diabetes e estratégias destinadas ao fortalecimento do autocuidado.

Entre os temas desenvolvidos estão o funcionamento e a disponibilidade das diferentes insulinas no SUS, além do processo de substituição das insulinas humanas pelas versões análogas e o acompanhamento dos pacientes durante essa transição.

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Para aproximar o conteúdo da realidade dos serviços de saúde, o curso utiliza diferentes ferramentas educacionais. Teleaulas, aulas interativas, livros digitais, estudos de caso, simulações clínicas e atividades em ambiente virtual fazem parte da metodologia adotada.

A proposta é permitir que os profissionais relacionem os conhecimentos adquiridos às situações que podem encontrar no atendimento cotidiano da Atenção Primária à Saúde.

Mudança para a insulina glargina

Um dos principais pontos da iniciativa é a ampliação do uso da insulina glargina no SUS. Trata-se de uma insulina análoga de ação prolongada que apresenta características diferentes da NPH e pode facilitar determinados aspectos do tratamento.

Nesta primeira etapa, a estratégia contempla crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2.

A glargina possui efeito prolongado, podendo atuar por até 24 horas. Em muitos casos, isso permite que seja administrada uma vez ao dia, diminuindo a quantidade de aplicações necessárias ao longo do dia.

Outra característica é a maior estabilidade da ação da insulina, o que pode contribuir para reduzir episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Além disso, a glargina não necessita ser agitada antes da aplicação, diferentemente da insulina NPH.

A expectativa é que essas características contribuam para tornar o tratamento mais simples e seguro para determinados pacientes, favorecendo a adesão à terapia e a qualidade de vida das pessoas que convivem com o diabetes.

A iniciativa do Ministério da Saúde e do Conasems combina, portanto, a atualização dos profissionais do SUS com mudanças na oferta de tecnologias para o tratamento do diabetes, buscando preparar os serviços de saúde para a transição entre diferentes tipos de insulina.

Texto: Ministério da Saúde

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