Brasil celebra o Dia Nacional da Pecuária com avanços em sustentabilidade e produção recorde

Publicado em 15/10/2025 às 13:45

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Foto: Julio Huber

O Brasil celebrou, nesta terça-feira (14), o Dia Nacional da Pecuária, destacando o papel essencial do setor para o fortalecimento do agronegócio nacional e a projeção do país no cenário internacional. A data reforça o compromisso dos produtores com a produtividade, a qualidade e, cada vez mais, com práticas sustentáveis.
“A pecuária brasileira é um pilar do agronegócio e se destaca mundialmente pela produtividade e qualidade. Nosso compromisso é fortalecer práticas sustentáveis, promover o bem-estar animal e reduzir o impacto ambiental, garantindo que o crescimento do setor seja sólido, responsável e reconhecido internacionalmente”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem ampliado ações para fortalecer programas sanitários reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e incentivar sistemas integrados de produção, que contribuem para o sequestro de carbono, a saúde do solo e o bem-estar animal. O ministério também atua para impulsionar as exportações e consolidar o Brasil como potência global na produção de carnes.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de carne bovina atingiu recorde histórico em 2024, superando 11 milhões de toneladas equivalente carcaça, impulsionada pelo aumento dos abates. Já em 2025, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam crescimento de 3,9% no abate de bovinos no segundo trimestre, totalizando 10,46 milhões de cabeças.
A produção de carne de frango também segue em alta, mesmo após os desafios impostos pela influenza aviária registrada em maio deste ano. O abate cresceu 1,1% em relação ao mesmo período de 2024, registrando a melhor série histórica para um segundo trimestre, segundo o IBGE.
No caso da suinocultura, o desempenho é igualmente positivo. A Conab projeta que a produção de carne suína cresça 3,6% até 2026, impulsionada pela expansão das exportações e pelo aumento do consumo interno.
Para garantir que esse avanço ocorra de forma sustentável, o Mapa desenvolve políticas como o Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC+), que reúne tecnologias voltadas à redução da pegada de carbono e ao equilíbrio ambiental. Entre as principais ações estão a recuperação de pastagens degradadas, o uso de biodigestores e a terminação intensiva de animais com menos de 24 meses — prática que deve alcançar 5 milhões de cabeças abatidas dentro da meta do plano.
Os resultados já se refletem na balança comercial. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 26,1 bilhões em carnes, consolidando-se como maior exportador mundial. Até setembro de 2025, o valor exportado já somava US$ 22,5 bilhões.
Segundo o Mapa, as exportações de carne bovina in natura cresceram 55%, alcançando US$ 1,77 bilhão, enquanto as de carne suína in natura atingiram US$ 346,1 milhões, um aumento de 28,6% — marcas históricas para o setor.

Fonte: Mapa

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