Associação de estudiosos acusa Israel de genocídio em Gaza

Publicado em 01/09/2025 às 14:58

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Foto: Freepik

A Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio (IAGS) aprovou, por maioria absoluta de mais de dois terços de seus cerca de 500 membros, uma resolução que classifica como genocídio as ações de Israel na Faixa de Gaza. O documento, de três páginas, foi votado no último domingo (31).

Segundo a IAGS, Israel comete crimes sistemáticos contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio, incluindo ataques indiscriminados a civis e à infraestrutura civil — como hospitais, residências e escolas. A entidade também cita tortura, detenções arbitrárias, violência sexual, perseguição a profissionais de saúde, jornalistas e trabalhadores humanitários, além da destruição deliberada de meios de subsistência, o que provoca fome em massa na região.

O texto afirma que Israel já deslocou quase toda a população de Gaza, demoliu mais de 90% da infraestrutura habitacional e destruiu equipamentos essenciais à preservação da identidade coletiva palestina, como escolas, universidades e museus. A associação destacou ainda a morte ou ferimento de mais de 50 mil crianças palestinas, o que, segundo a definição da ONU, configura genocídio.

A resolução menciona também declarações de autoridades israelenses chamando palestinos de “animais humanos” e defendendo “dano máximo” à Gaza. Os acadêmicos lembram ainda que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu teria endossado um plano de expulsão em massa de palestinos, considerado pela ONU como equivalente à limpeza étnica.

Israel reagiu com veemência, afirmando que a decisão da associação “se baseia inteiramente na campanha de mentiras do Hamas” e classificou a resolução como “uma vergonha para a profissão jurídica e acadêmica”. O governo argumenta que suas ações têm como alvo o Hamas, não a população palestina, e lembra que o grupo matou 1.200 israelenses em 7 de outubro de 2023, além de manter reféns.

O crime de genocídio é definido pela Convenção da ONU de 1948 como atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Entre eles estão matar membros do grupo, causar danos físicos ou mentais graves, impor condições de vida que levem à sua destruição e impedir nascimentos.

Israel já responde a processo por genocídio na Corte Internacional de Justiça (CIJ), movido pela África do Sul e apoiado por países como o Brasil. Organizações como Anistia Internacional e Human Rights Watch também denunciam genocídio em Gaza, o que Tel Aviv nega.

Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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