Argentina quer que comunicado do G20 pressione por redução de juros do FMI

Publicado em 31/10/2021 às 14:50

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Presidente da Argentina, Alberto Fernández
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Presidente da Argentina, Alberto Fernández

Durante a série de encontros e negociações entre autoridades do G20, membros do governo argentino, incluindo o presidente Alberto Fernández, negociam a inclusão, no comunicado final do encontro, de uma menção sobre a revisão da política de taxas cobradas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) a países endividados, como é o caso argentino.

O governo de Fernández pretende renegociar a dívida de US$ 44 bilhões que o país mantém com o FMI e espera obter o apoio dos líderes do G20 para reduzir ou eliminar as sobretaxas que incidem sobre o empréstimo concedido aos países que excedem as prestações de crédito.

No caso da Argentina, elas representam US$ 900 milhões por ano.

O presidente Alberto Fernández chegou a se encontrar com a dirigente-chefe do Fundo, Kristalina Georgieva neste sábado. Ele classificou a reunião como “boa” em uma rede social.

Fernández esteve acompanhado pelo ministro da Economia, Martín Guzmán, e pelo secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Béliz.

“Discutimos a situação econômica da Argentina e o compromisso entre a equipe econômica e o corpo técnico do FMI de continuar trabalhando para encontrar um caminho a seguir em nosso relacionamento”, disse Georgieva ao deixar a embaixada argentina.

E os argentinos podem ter sucesso. Em um aceno diplomático ao país, os líderes do grupo em Roma planejam pedir a seus ministros da Economia que examinem a política de sobretaxas praticada pelo FMI .

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Um rascunho do comunicado do G20, obtido pela Bloomberg, menciona que “nossos ministros da Economia aguardam uma discussão mais aprofundada da política de sobretaxas no Conselho do FMI no contexto da revisão provisória dos saldos de precaução”.

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Duas autoridades argentinas confirmaram que a declaração provavelmente será incluída no comunicado final a ser publicado neste domingo.

Como é hoje?

O FMI cobra dos países uma taxa de 2 pontos percentuais sobre os empréstimos pendentes acima de 187,5% da cota de um país, aumentando para 3 pontos percentuais se um crédito permanecer acima dessa porcentagem após três anos.

A Argentina, o maior devedor do FMI, propôs que os países fiquem isentos do pagamento de sobretaxas em meio ao ônus financeiro e econômico da pandemia.

“Estão em curso negociações para um acordo que permita à Argentina quitar a dívida herdada do governo anterior. Nos próximos dias haverá reuniões técnicas com a equipe para dar continuidade ao processo”, destaca nota do governo argentino.

Embora essas negociações ocorram, ainda não é possível afirmar se o Conselho do FMI irá concordar com uma renúncia de suas taxas, que são uma parte importante das receitas do fundo.

Uma tentativa de obter alívio temporário para a Argentina já foi rejeitada no início deste ano.

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