Após flexões, MPT notifica Pedro Guimarães, da Caixa, por danos morais

Publicado em 17/12/2021 às 10:50

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Pedro Guimarães faz funcionários pagarem 10 flexões em evento de fim de ano da Caixa
Reprodução

Pedro Guimarães faz funcionários pagarem 10 flexões em evento de fim de ano da Caixa

O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou nesta quinta-feira (16) o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, após o  episódio das flexões em evento de fim de ano no interior de São Paulo  ter causado “constrangimento no trabalho” aos funcionários. 

O documento assinado pelo procurador Paulo Neto avisa Guimarães que esse tipo de ordem pode configurar assédio moral, que “é uma violência psicológica, tendo o condão de produzir graves consequências à saúde mental dos trabalhadores”, informa o site Poder360. 

“Recomenda ao senhor Pedro Duarte Guimarães, que na condição de presidente da Caixa Econômica Federal, abstenha-se de submeter os empregados do banco a flexões de braço e outras situações de constrangimento no trabalho ou dele recorrente sob pena de instauração de procedimento investigatório e adoção de medidas administrativa e judiciais cabíveis”, escreveu o procurador.

Durante um evento de fim de ano da Caixa Econômica Federal na terça-feira, Guimarães colocou funcionários do banco para fazer flexões. Nas redes sociais, Guimarães divulgou que ”350 principais executivos” do banco estariam presentes na cerimônia.

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”Estou em Atibaia para uma reunião, Nação Caixa, com os 350 principais executivos da @caixa além de 50 Lotéricos e Correspondentes”, publicou Guimarães nas redes sociais.  Veja o vídeo.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo preparou, junto com outras entidades representativas, a denúncia ao Ministério Público do Trabalho “na qual serão elencados todos os relatos de assédio moral que estão sendo praticados institucionalmente na Caixa”.

Em nota, o sindicato critica o que chama comportamento abusivo do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, “sob ordens do governo federal”. Segundo o sindicato, “o mais recente episódio de assédio moral” cometido por Guimarães aconteceu no evento, onde o presidente pôs funcionários para fazerem flexões.

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