Agricultura capixaba registra valorização histórica, aponta IBGE

Publicado em 12/09/2025 às 11:44

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Foto: Julio Huber

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (10), os resultados preliminares da Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2024. A análise da Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura (Seag) mostra que o Espírito Santo manteve o dinamismo e a diversificação da sua agricultura, com avanços expressivos em café, pimenta-do-reino e frutas tropicais.

O secretário de Agricultura, Enio Bergoli, destacou o peso do setor na economia:

“Os dados expressam a força da agricultura capixaba. O café e a pimenta-do-reino aumentaram a renda rural em 76,8% e 116,6%, respectivamente, e seguem projetando o Espírito Santo no Brasil e no mundo. Esse resultado é fruto do trabalho incansável dos produtores e do compromisso do Governo do Estado em apoiar o campo com políticas públicas, crédito rural, pesquisa aplicada e assistência técnica”, afirmou.

Café puxa os resultados

O café continua sendo o carro-chefe do campo capixaba. Em 2024, a produção total subiu 7,4%, alcançando 881,6 mil toneladas, enquanto a produtividade média cresceu 5,2%. Mas o maior destaque foi o valor da produção: R$ 16,7 bilhões, um salto de 76,8% em relação a 2023, impulsionado pela alta internacional dos preços.

  • Conilon (café canephora): produção praticamente estável (+0,9%), mas valor quase dobrou (+71,6%);
  • Arábica: produção disparou (+32,5%) e valor gerado cresceu 93,5%, impulsionado por produtividade maior e preços favoráveis.

Pimenta-do-reino dobra de valor

O Espírito Santo, líder nacional na cultura, registrou queda de 5,4% na produção de pimenta-do-reino, mas o valor mais que dobrou, crescendo 116%, e atingiu R$ 2,2 bilhões – reflexo da valorização do produto no mercado externo.

Frutas tropicais em movimento

  • Mamão: produção cresceu 13%, mas valor caiu 27% devido à baixa nos preços;
  • Abacate: destaque positivo, com aumento de 14% no volume e alta de 101% no valor;
  • Abacaxi: valor da produção subiu 16%, mesmo sem expansão da área;
  • Banana: crescimento moderado (+3,5% em volume e +10% em valor).

Outras culturas

  • Cacau: produção estável, mas valor quase triplicou (+193%), refletindo valorização global;
  • Cebola: alta de 87% no valor, graças à produtividade;
  • Mandioca e milho: retração em área, volume e valor;
  • Soja: queda de quase 50% na área plantada e de 60% na produção.

Balanço da PAM 2024

O gerente de dados da Seag, Danieltom Vandermas, ressaltou que o Espírito Santo atravessa um ciclo de valorização agrícola sem precedentes:

“O valor da produção de café saltou quase 77% em apenas um ano, alcançando R$ 16,7 bilhões. Outro dado emblemático é a pimenta-do-reino, que mesmo com queda no volume, mais que dobrou em valor. Já o cacau praticamente triplicou, em meio à crise global de oferta. Esses números mostram que o Espírito Santo está inserido em cadeias globais altamente sensíveis a preços, onde eficiência, tecnologia e inteligência de mercado fazem toda a diferença.”

Com resultados expressivos e culturas em ascensão, a PAM 2024 confirma a relevância estratégica da agricultura capixaba, impulsionada pela diversificação e pela inserção nos mercados internacionais.

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