Novembro Azul: maioria dos cânceres de próstata demora 15 anos para apresentar sintomas

Publicado em 06/11/2017 às 13:24

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Alguns tipos de câncer podem evoluir e se espalhar rapidamente pela próstata e outros órgãos, podendo levar à morte, mas a maioria cresce de forma lenta e não chega a mostrar sintomas ao longo da vida.

“A maior parte desses tumores leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ (um centímetro cúbico). Por esse motivo, muitos homens mais velhos desconhecem que têm o problema e chegam a falecer de outras doenças sem nunca receber o diagnóstico”, afirma o urologista do Hospital Metropolitano Carlos Chagas.

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Quando chegam a apresentar sinais, segundo o médico, raramente na fase inicial, estes são muito parecidos aos do crescimento benigno da próstata, como dificuldade ou necessidade de urinar várias vezes ao dia ou à noite.

O que isso significa?

Por apresentar crescimento lento e ausência de sintomas, é recomendado iniciar os exames que ajudam a identificar o câncer na próstata a partir dos 50 anos de idade, para aumentar a possibilidade de detecção precoce.

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Já homens negros e aqueles que têm registros de casos em parentes de primeiro grau, como pai ou irmão, precisam ter mais atenção e começar logo aos 45 anos, pois são mais propensos à doença, esclarece Carlos Chagas.

Descobrir o tumor no início aumenta as chances de cura?

As chances de cura chegam a 90% quando o tumor é descoberto precocemente, afirma o rádio-oncologista Pérsio Freitas, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV).

“Entre todos os tipos de câncer, o de próstata é o mais curável que existe no homem, quando tratado na fase inicial. Mas, se ele progredir muito até o diagnóstico, essas chances podem cair para 10%”, alerta.

Quais exames ajudam a diagnosticar o câncer de próstata?

O exame de sangue e o exame físico, que inclui o toque retal, são os meios usados para detectar o tumor na próstata, de acordo com o urologista Carlos Chagas.

“O primeiro verifica a taxa de PSA (antígeno prostático específico), que é uma substância produzida pelas células prostáticas, e o segundo serve para avaliar a consistência da próstata, o seu tamanho e se existem lesões palpáveis na glândula”, explica.

Com o aposentado Daniel de Barros, de 57 anos, o monitoramento do PSA foi essencial. Desde os 50 anos de idade ele realizava o exame regularmente, conforme a orientação médica, e em 2016 o resultado apresentou alteração. Por meio de uma biopsia, ele recebeu o diangóstico da doença.

“Depois do diagnóstico fui tratado. Não tive dor, apenas sentia que uma leve retenção ao urinar, mas nada que me atrapalhasse ou que me fizesse pensar que era um problema mais grave”, comentou.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimam o surgimento de aproximandamente 61,2 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil até o final do ano. Ele é o segundo tipo da doença que mais afeta a população masculina no país (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), segundo a entidade. Ainda de acordo com a instituição, 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

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