Como iniciar a criação de peixes na propriedade
Publicado em 04/10/2026 às 00:36
Foto: Magnific
A piscicultura tem se consolidado como alternativa de diversificação de renda para propriedades rurais que dispõem de água em quantidade e qualidade adequadas, unindo baixo investimento inicial a ciclos de produção relativamente curtos.
Especialistas do setor apontam que a escolha da espécie a ser criada deve considerar o clima regional e a disponibilidade de água, sendo a tilápia uma das espécies mais populares pela rusticidade e crescimento rápido.
A qualidade da água é fator determinante para o sucesso da atividade, exigindo monitoramento periódico de oxigênio dissolvido, temperatura e níveis de amônia, que impactam diretamente a saúde e o crescimento dos peixes.
Os sistemas de criação variam entre viveiros escavados, tanques-rede e sistemas de recirculação de água, cada um com exigências específicas de investimento, manejo e produtividade por metro cúbico de água utilizado.
A alimentação representa a maior parte do custo de produção na piscicultura, sendo essencial escolher rações adequadas a cada fase de crescimento dos peixes para otimizar a conversão alimentar e reduzir desperdícios.
O manejo sanitário na piscicultura envolve prevenção de doenças por meio de boas práticas de manejo e densidade adequada de estocagem, já que a superlotação dos viveiros aumenta significativamente o risco de mortalidade.
A comercialização do pescado pode ser feita diretamente ao consumidor, em feiras locais, ou por meio de contratos com frigoríficos e distribuidores, sendo essa decisão comercial parte importante do planejamento da atividade.
Com o consumo de pescado em crescimento no Brasil, a piscicultura tem atraído cada vez mais produtores rurais em busca de uma fonte de renda complementar às atividades tradicionais da propriedade.