Candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini responde perguntas sobre as montanhas capixabas
Publicado em 02/10/2026 às 14:45
Texto: Julio Huber / Foto: Divulgação
O portal Montanhas Capixabas eo jornal O Noticiário (clique aqui e veja a edição completa sobre as eleições) prepararam uma série especial de entrevistas com os candidatos ao Governo do Espírito Santo nas eleições de 2026. A proposta é oferecer aos leitores informações para conhecer as propostas de cada candidato e comparar as diferentes visões para temas importantes para as montanhas capixabas, como turismo, agricultura, infraestrutura, emprego, qualificação profissional, saúde e desenvolvimento regional.
Foram convidados os cinco candidatos que disputam o Governo do Estado: Breno Barcelos (Missão), Helder Salomão (PT), Lorenzo Pazolini (Republicanos), Rafael Demuner (UP) e Ricardo Ferraço (MDB). Todos receberam as mesmas cinco perguntas e tiveram o mesmo espaço para apresentar suas propostas para a região. As entrevistas serão publicadas nesta sexta-feira (02), obedecendo a ordem alfabética dos nomes dos candidatos.
Nesta publicação, você confere a entrevista com Lorenzo Pazolini (Republicanos), que responde aos questionamentos sobre os principais desafios e oportunidades para a região. A série busca contribuir para que o eleitor conheça as propostas dos candidatos e faça sua escolha de forma consciente e informada. Acompanhe abaixo a entrevista.
Lorenzo Pazolini (Republicanos)
Vice: Eliane Leal (PL)
Quem é – Natural de Vitória, Lorenzo Pazolini, 44 anos, é formado em Direito e possui pós-graduação na área de Segurança Pública. Antes da carreira política, trabalhou como auditor do Tribunal de Contas do Espírito Santo e como delegado da Polícia Civil. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, dois anos depois, venceu a eleição para prefeito de Vitória, para a qual foi reeleito em 2024. Ele deixou o cargo em abril deste ano para disputar o governo estadual.
LORENZO PAZOLINI – Vamos reunir prefeitos, trade turístico e comunidades para fortalecer as vocações de cada município. As montanhas têm clima, paisagens, cultura, gastronomia, cafés, tradições e uma produção rural que tornam a região única. Vamos integrar municípios e setor privado, ambiente para novos investimentos e uma marca turística forte para o Espírito Santo, ampliando a divulgação da região e atraindo mais visitantes, emprego e renda.
Vamos reformular e intensificar o Caminhos do Campo, ampliar o acesso à internet e ao crédito e fortalecer a segurança rural. Quem vive no campo sofre com furtos, roubos e violência e precisa da presença do Estado. Também vamos ampliar as compras da agricultura familiar. Fizemos isso na gestão da capital, levando alimentos de qualidade às escolas e garantindo mercado e renda para quem produz.
Milhares de pessoas no Estado ainda não têm comida na mesa nem condições de alimentar seus filhos ou vivem no limite do orçamento. Muitas não conseguem se deslocar para buscar qualificação. Vamos unir proteção social, como fizemos em nossa gestão, e qualificação para o trabalho conforme a vocação de cada região, e levar os cursos até essas pessoas. A formação será regionalizada, conforme as vocações locais, do turismo à cadeia de serviços, incluindo as atividades rurais, para alavancar a economia e a renda de quem vive no interior e no campo.
Prefeitos, comunidades e lideranças estarão à mesa com o Governo para definir prioridades. Vamos ouvir quem vive em cada município, impulsionar suas potencialidades e direcionar os investimentos conforme as necessidades, para fazer chegar serviços de saúde, segurança e educação nas comunidades das montanhas, fortalecendo a infraestrutura, o turismo, a tecnologia no campo, a cultura, a gastronomia e a produção local. O desenvolvimento precisa respeitar e alavancar as características de cada região.
Tolerância zero para essa realidade. Nossa meta é zerar as filas de especialidades, como fizemos na capital. Vamos criar uma Central Estadual Integrada de Regulação, ampliar consultas, exames e cirurgias com mutirões regionais, teleconsultas e credenciamento permanente. Também vamos descentralizar diagnósticos e especialidades, com centros regionais, telelaudos e laboratórios modernos.