Dois bebês são salvos por policiais militares após engasgos no fim de semana

Publicado em 13/01/2026 às 08:16

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Texto: Bruno Caetano / Fotos: Polícia Militar

Dois bebês foram salvos após episódios graves de engasgo no último domingo (11), em ocorrências registradas em Aracê, Domingos Martins, e no município de Anchieta. As crianças voltaram a respirar após ajuda imediata de agentes da Polícia Militar.

O primeiro caso aconteceu à noite, na Praça do Artesão, em Iriri, distrito de Anchieta. Uma mãe pediu ajuda a PM ao perceber que seu filho, de dois meses, havia se engasgado e estava com dificuldade para respirar. O sargento Curbani e o soldado Andrade estavam na base da polícia quando foram abordados por uma mulher pedindo socorro.

Após o atendimento inicial, a mãe foi orientada a levar o bebê ao hospital mais próximo para avaliação médica. O procedimento é fundamental mesmo quando a criança aparenta estar fora de risco imediato.

Policiais salvam bebê na BR-262

O segundo atendimento foi registrado na BR-262, na altura da localidade de Aracê, em Domingos Martins, durante o retorno de uma equipe que havia atendido outra ocorrência na Delegacia de Venda Nova do Imigrante. Um carro que trafegava pela rodovia parou no acostamento pedindo socorro.

No acostamento da rodovia, os soldados Pascoal e Erlacher atenderam a mãe, Mirian Ferreira de Souza, que contou que seu filho recém-nascido, Gustavo, estava sem respirar e sem se movimentar havia cerca de cinco minutos. O bebê estava pálido e não reagia. Após uma rápida avaliação, foi constatado que o bebê apresentava obstrução das vias aéreas.

O soldado Pascoal iniciou imediatamente a manobra de Heimlich adaptada para recém-nascidos. Foram necessários cerca de dez golpes, aplicados com força compatível, até que o bebê voltasse a se movimentar e a chorar, sinalizando o retorno da respiração. Em seguida, os pais foram orientados a seguir para o hospital mais próximo. Em nenhum dos casos foi possível identificar o que causou o engasgo.

A mãe, Vanessa Francisco, relatou que seu filho, o bebê Noah Francisco Santana, de apenas dois meses, havia se engasgado e apresentava dificuldade para respirar. Diante da gravidade da situação, o soldado Andrade realizou imediatamente a manobra de desobstrução das vias aéreas, conseguindo restabelecer a respiração do recém-nascido.

Quase 100 óbitos por engasgo no Estado em três anos

Os dois casos reforçam um alerta importante. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado (SESA), o engasgo ainda é uma das principais causas de morte acidental na infância. Entre 2023 e 2025, o Espírito Santo registrou 97 óbitos por inalação de conteúdo em crianças menores de um ano.

No mesmo período, foram contabilizadas 14 mortes entre crianças de um a quatro anos. Somente no ano passado, foram registrados 33 óbitos de menores de um ano e quatro entre crianças maiores.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a aspiração de corpo estranho ocorre principalmente em crianças de um a três anos, com mais de 50% dos casos envolvendo menores de quatro anos. Antes dos sete anos, esse percentual ultrapassa 94%.

Como agir em casos de engasgo

De acordo com o instituto American Heart Association (AHA), antes de iniciar a manobra, é fundamental confirmar se o bebê está realmente engasgado, observando sinais como dificuldade para respirar, incapacidade de tossir ou chorar, mudança de cor da pele ou flacidez corporal.

As orientações mais recentes indicam que, em bebês menores de um ano, a manobra correta consiste em alternar cinco pancadas nas costas e cinco compressões no peito, utilizando a base da palma da mão. O procedimento deve ser repetido até que o objeto seja expulso ou até que o bebê perca a consciência.

“Alterne os dois movimentos até o objeto sair ou o bebê perder a consciência. Não introduza os dedos na boca se o corpo estranho não estiver visível’, diz a AHA. Se o bebê desmaiar, deve-se iniciar a reanimação (RCP) com 30 compressões no peito com os dois polegares, mais duas ventilações.

Crianças maiores e adultos

Para crianças maiores de um ano e adultos, o protocolo começa verificando se há obstrução total, ausência de tosse, som ou respiração. Só depois, a pessoa deve se posicionar atrás da vítima, levemente inclinado-o para frente, e dar cinco pancadas firmes nas costas com o calcanhar da mão.

“Se o objeto não sair, realize cinco compressões abdominais (manobra de Heimlich), feche um punho e posicione-o acima do umbigo e abaixo do osso do peito, segure o punho com a outra mão e comprima com força para dentro e para cima, alternando as pancadas e compressões até que o objeto seja expelido ou a pessoa desmaie”.

Caso a vítima perca a consciência, é preciso deitá-la e fazer as compressões torácicas no ritmo da RCP tradicional (100 a 120 por minuto). Especialistas também alertam que episódios frequentes de engasgo precisam ser investigados por um profissional de saúde, pois podem indicar problemas clínicos subjacentes. Além disso, qualquer ocorrência que envolva dificuldade respiratória ou perda de consciência deve ser avaliada por um médico quanto antes.

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