Venezuela acusa EUA de “pirataria” após apreensão de petroleiro em águas internacionais

Publicado em 11/12/2025 às 16:42

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bandeira da venezuela- freepik

Foto: Freepik

O governo da Venezuela classificou como “roubo descarado” e ato de pirataria a apreensão de um petroleiro venezuelano pelas forças militares dos Estados Unidos, realizada na quarta-feira, em águas internacionais. A embarcação transportava cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo, e a operação provocou alta imediata nos preços do produto no mercado global.

Em comunicado, o governo de Nicolás Maduro afirmou que a ação integra um “plano deliberado de saque” das riquezas energéticas do país, citando também a perda da Citgo — filial da estatal PDVSA — cuja venda foi autorizada pela Justiça dos EUA no início de dezembro. Para Caracas, essas medidas revelam as reais motivações da hostilidade norte-americana.

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“O que está em jogo não é migração, narcotráfico, democracia ou direitos humanos, mas nossas riquezas naturais”, diz a nota do Palácio de Miraflores. A vice-presidente Delcy Rodriguez declarou, nas redes sociais, que a apreensão representa um ilícito internacional e que o país buscará responsabilização em organismos internacionais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação e afirmou que os Estados Unidos devem permanecer com o navio. Imagens divulgadas exibem helicópteros militares e agentes armados desembarcando na embarcação.

Segundo o pesquisador de geopolítica Ronaldo Carmona, do Cebri, a ação indica a possibilidade de um bloqueio naval para cortar as receitas venezuelanas e pressionar pela queda do governo Maduro. A apreensão, afirma, amplia o cerco militar dos EUA, que já justificam operações no Caribe sob o argumento do combate ao narcotráfico, apesar de a Venezuela não ser produtora relevante de cocaína.

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O episódio ocorre em meio ao embargo econômico imposto pelos EUA desde 2017 e às recentes diretrizes de segurança nacional que reafirmam a intenção de Washington de manter “proeminência” na América Latina. Para especialistas, essas movimentações integram uma estratégia de mudança de regime em Caracas, alinhada às rivalidades globais entre EUA, China, Rússia e Irã.

Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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