Protesto em São Paulo cobra liberdade para ativistas da flotilha pró-Palestina

Publicado em 06/10/2025 às 08:37

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Milhares de pessoas participaram neste domingo (5) de um ato pró-Palestina no centro de São Paulo, em solidariedade aos ativistas presos por Israel na última semana, após a tentativa de romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza. Entre os detidos estão 11 brasileiros.

Concentrados na Avenida Paulista, os manifestantes marcharam até a Praça Roosevelt pedindo um posicionamento mais firme do governo brasileiro diante da prisão dos ativistas e condenando a ação da marinha israelense.

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“O principal motivo de estarmos aqui é lutar pela liberdade do povo palestino e denunciar o genocídio que ocorre na Palestina”, disse o comerciante Ziad Saifi, de origem libanesa. Para ele, Israel cometeu mais um crime ao interceptar a flotilha em águas internacionais.

O jornalista Bernardo Cerdeira, 70 anos, defendeu que o Brasil rompa relações diplomáticas e comerciais com Israel. “É um absurdo que o governo brasileiro continue exportando petróleo e aço para um Estado assassino e genocida”, afirmou.

A manifestação reuniu sindicatos, partidos políticos, movimentos estudantis e brasileiros de origem árabe. Jovens como Sol, 19 anos, destacaram que a causa palestina representa também a resistência contra o colonialismo.

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A flotilha

A Flotilha Global Sumud partiu com cerca de 50 embarcações, levando 461 ativistas de diversos países e doações de alimentos e remédios destinados à população de Gaza. Todos os barcos foram interceptados ainda em águas internacionais, segundo os organizadores.

Entre as denúncias, está a suposta agressão à ativista norueguesa Greta Thunberg, que teria sido arrastada e espancada durante a abordagem militar.

O Itamaraty classificou a ação como violação do direito internacional e pediu a libertação imediata dos brasileiros. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Israel deverá ser responsabilizado por qualquer ato ilegal ou violento contra os ativistas e deve garantir a integridade física dos detidos.

Fonte: Guilherme Jerônymo – Repórter da Agência Brasil

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