Cardiopatia congênita: condição afeta cerca de 29 mil crianças anualmente no Brasil

Publicado em 16/06/2025 às 13:55

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Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita é lembrado no dia 12 de junho e marca a importância de ampliar o debate e levar mais informações sobre as cardiopatias congênitas, seus sinais e sintomas na infância, com o objetivo de aumentar a conscientização da população. No Espírito Santo, o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), localizado em Vila Velha, é a referência estadual no tratamento desta condição.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a cardiopatia congênita afeta 29 mil crianças por ano e leva 6% a óbito antes do primeiro ano de vida.

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De acordo com a coordenadora da Cardiologia Pediátrica do Himaba, Danielle Lopes Rocha, a cardiopatia congênita é qualquer malformação estrutural do coração ou dos grandes vasos sanguíneos que está presente desde o nascimento, resultante de um desenvolvimento anormal do sistema cardiovascular durante a gestação.

A profissional lista que as principais causas de cardiopatia congênita são as genéticas, como alterações cromossômicas, as mutações genéticas e o histórico familiar. Além disso, há questões ambientais/teratogênicas, pelo uso de medicamentos teratogênicos, álcool na gestação, radiações, infecções maternas (rubéola, por exemplo), e também o diabetes materno mal controlado. Outros fatores podem ser até mesmo causas maternas, como por exemplo, a idade avançada a partir de 35 anos e doenças autoimunes, e a obesidade.

“A anomalia pode afetar as paredes do coração, as válvulas cardíacas e os vasos que saem ou chegam ao coração, causando graves consequências”, explicou Danielle Lopes Rocha.

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Entre os principais sintomas da cardiopatia congênita está a Cianose (coloração azulada da pele e mucosas); fadiga fácil e intolerância ao esforço; taquipneia (respiração rápida); sopro cardíaco (detectado na ausculta); palidez ou sudorese excessiva, especialmente durante a alimentação (em bebês); desenvolvimento físico e ganho de peso prejudicados; edema (inchaço, principalmente em casos de insuficiência cardíaca); e infecções respiratórias frequentes.

A coordenadora destacou, entretanto, que existem alguns meios de prevenção da doença.

“Manter uma boa alimentação, além de evitar o uso de drogas lícitas e ilícitas são fundamentais durante a gestação. Assim como controle das doenças autoimunes, diabetes e hipertensão arterial. Ao realizarmos o diagnóstico, ter apoio psicológico é fundamental. O diagnóstico fetal da cardiopatia congênita nos ajuda a organizar o nascimento assim como a assistência peri e pós-natal, melhorando significativamente o prognóstico destes pacientes”, orientou.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Sesa

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