Preso casal que atraía homens para encontros amorosos falsos, torturava e extorquia as vítimas

Publicado em 05/01/2024 às 08:52

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Uma investigação conjunta conduzida pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e pela Subsecretaria de Estado de Inteligência (SEI) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) resultou na prisão de um casal suspeito de integrar uma associação criminosa especializada em extorsão mediante sequestro. As prisões ocorreram nessa terça-feira (02) e foram divulgadas nesta quinta-feira (04), em entrevista coletiva realizada na Sesp, em Vitória.

A investigação teve início a partir de um crime cometido no dia 24 de novembro de 2023 e identificou que o grupo criminoso era formado por, ao menos, seis integrantes, que atraíam homens para encontros amorosos falsos e os torturava, extorquindo-os e restringindo a liberdade das vítimas. Após este, outros casos chegaram ao conhecimento da DAS, somando mais de 20 pessoas até o momento. 

Segundo a investigação, os criminosos marcavam encontros por aplicativos de relacionamentos, atraindo as vítimas para residências localizadas em Vila Velha e Serra. “Uma vez rendidas, as vítimas eram imobilizadas e torturadas para que fornecessem senhas de bancos e realizassem transferências. Os criminosos também entravam em contato com familiares das vítimas ou terceiros próximos, para extorquir mais dinheiro”, explicou o titular da DAS, delegado Alysson Pequeno.

Os criminosos agiam de forma cruel e muito violenta, usando arma de fogo, arma branca, ferro quente e outros objetos para torturar as vítimas. Houve caso em que a vítima precisou ser internada, devido à gravidade dos ferimentos.

Os detidos são um homem de 25 anos e uma mulher transexual de 24 anos, que tinham funções centrais no grupo criminoso: o homem era quem atraía as vítimas e marcava os encontros, enquanto a mulher imobilizava e torturava as vítimas. Os dois tinham mandados de prisão temporária em aberto e foram localizados no bairro Parque Residencial Laranjeiras, na Serra.

Além deles, uma outra mulher, também suspeita de integrar o grupo criminoso, já tinha sido presa em data anterior. O Inquérito Policial segue em andamento e outros dois integrantes estão com mandados de prisão em aberto e são considerados foragidos.

“É importante que as vítimas registrem o Boletim de Ocorrência, para que os casos cheguem ao nosso conhecimento. Existe uma subnotificação deste tipo de crime, seja por constrangimento, por receio da exposição ou por medo de represália. Mas sem o registro, não os casos não chegam até a Polícia Civil. Já temos suspeitos presos, suspeitos identificados e com mandados de prisão em aberto e agora estamos trabalhando para também identificar as pessoas que receberam esses valores, pois elas também vão responder por esses crimes”, explicou o delegado.  

Fonte/Foto: PCES

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