Sífilis pode não manifestar sintomas, previna-se e faça exames

Na maioria das vezes, a sífilis não tem sintomas como dor ou feridas, por isso é importante que pessoas sexualmente ativas realizem o teste rápido para detecção da doença pelo menos uma vez por ano. Já gestantes devem fazer o teste rápido duas vezes durante a gravidez: na primeira consulta do pré-natal e no terceiro trimestre da gestação. Isso porque a sífilis pode ser transmitida ao feto e ocasionar abortamento, a morte da criança ainda na barriga da mãe ou logo após seu nascimento, além de diversas outros problemas.

A sífilis é uma infecção transmitida por meio da relação sexual e é causada por uma bactéria. A Secretaria de Estado da Saúde incentiva a realização do teste rápido de sífilis, a adesão ao tratamento, quando diagnosticada a infecção, além do sexo seguro com uso de preservativo. Se a doença for diagnosticada, é indispensável tratar adequadamente a infecção. E no caso de gestantes diagnosticadas com sífilis, o parceiro também deve ser tratado.

O teste rápido para sífilis pode ser realizado em unidades básicas de saúde, onde também é disponibilizado o tratamento. O tratamento deve ser feito corretamente para que a infecção não se agrave e atinja órgãos como o coração e até o cérebro. O tratamento é definido de acordo com o caso do paciente. A penicilina benzatina, medicamento indicado para o tratamento, é aplicada de acordo com um esquema indicado pelo médico, podendo ser em uma ou em três doses.

As mulheres que desejam engravidar devem fazer exames, incluindo o de sífilis, e as que estão grávidas devem iniciar o pré-natal o mais precocemente possível e levar seus parceiros pelo menos a uma consulta para que ele também faça os exames.

Dados

No ano de 2015 foram registrados no Estado do Espírito Santo 2.526 casos de sífilis adquirida, 1.041 casos de sífilis em gestantes e 600 casos de sífilis congênita. Já em 2016, o Estado registrou 3.494 casos de sífilis adquirida, 1.183 casos de sífilis em gestantes e 673 casos de sífilis congênita.