Caminhão estava acima da velocidade permitida e sem autorização para transportar carga de granito

Duas novas informações tornam ainda mais revoltante a tragédia da BR-101, que matou 11 pessoas no último domingo (9). O caminhão carregado com chapas de granito estava trafegando a 110 quilômetros por hora no momento do acidente. A velocidade máxima do trecho é de 80 quilômetros por hora. A informação é do superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Espírito Santo, Willis Lyra, com base nos dados aferidos no tacógrafo do veículo. A entrevista foi dada ao Gazetaonline.

Além disso, o motorista da carreta não tinha autorização para percorrer estradas com esse tipo de carga. É o que revela a investigação, que ainda está em andamento e também já mostrou que a carreta não poderia transportar tal carga.

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Em entrevista à TV Gazeta, o secretário estadual de Segurança, André Garcia, afirmou que essas são informações preliminares e que as perícias ainda estão em curso. Até o momento, o que se sabe é que há irregularidades com a carreta e também com o motorista, mas a tragédia foi provocada por um conjunto de fatores.

"Há informações, segundo o Detran, que esse veículo não tem certificação para transportar esse tipo de carga, e nem o motorista tem autorização ou treinamento para transportar a carga. Acredito que um acidente como esse não acontece por um único fator. Se a estrada fosse duplicada nós teríamos minimizado muito os efeitos dessa tragédia, mas há também a questão das condições e da condução do veículo. A carreta que transportava pedra estava com a velocidade acima do permitido pela via. Tem a questão da carga, como ela foi amarrada. Em princípio a amarração foi feita pelo próprio motorista, que não tem formação para isso. Quem contrata esse tipo de serviço também precisa se preocupar com a segurança. Foi um conjunto de coisas que poderiam ter sido evitadas", afirmou o secretário, à emissora.

Com informações da Gazeta Online e TV Gazeta