Receitas que ensinam e fazem a diferença em escola do Caxixe

Venda Nova do Imigrante , 17 Junho 2017

Receitas que ensinam e fazem a diferença em escola do Caxixe

Trabalhar disciplinas como português e matemática de uma forma diferente e estimulando o conhecimento dos alunos: essa vem sendo a metodologia de ensino utilizada na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (EMEIEF) Caxixe, em Venda Nova do Imigrante, com alunos que participam do “Projeto Receitas”.

Receitas que ensinam e fazem a diferença em escola do Caxixe 04A iniciativa vem sendo desenvolvida pelas professoras Sandra Canal e Ana Flávia Delazaro, desde o mês de abril, com 12 alunos, com idades entre 8 e 15 anos, portadores de deficiências intelectuais e das síndromes de Marfan e Rubinstein-Taybi.

O projeto visa trabalhar a alfabetização destes alunos por meio de atividades práticas em que eles colocam literalmente a mão na massa e as transformam em bolos, biscoitos e cavacos doces.

Sandra conta que as propostas apresentadas nas aulas motivam os alunos, que sempre querem aprender mais. “É uma aula bem diferente, onde é visível a participação dos alunos. A compreensão e a autoestima são nítidas nos alunos que querem mostrar para eles próprios que são úteis, que são importantes e que são capazes que fazer coisas incríveis”, conta a professora.

As aulas, que acontecem todas as terças e quintas-feiras, seguirão até o mês de junho, sempre com uma receita diferente que alunos trazem de casa. “Queremos sempre inovar, ir além da sala de aula de uma forma que não seja cansativa e que eles sintam-se estimulados a aprender”, ressalta Sandra.


Receitas que ensinam e fazem a diferença em escola do Caxixe 02MUITO ALÉM DE UMA BRINCADEIRA - A ideia que é uma verdadeira brincadeira para os alunos também os ajuda no desenvolvimento das coordenações motoras, na percepção tátil e no lidar com a textura dos materiais que são utilizados.

Além das atividades com a coordenação motora dos alunos, a ideia também é voltada para consciência fonológica, onde os alunos recebem orientação da psicopedagoga do colégio, Christine Lilian Bossois.

RECEITA FAMILIAR - O projeto também funciona na casa de cada aluno e os pais têm um papel fundamental nas receitas que dão sequência ao trabalho em sala de aula. “Cada aluno entregou aos pais um material informando como funcionaria o projeto e solicitamos que cada aluno trouxesse uma receita de casa para que pudéssemos fazer na escola”, lembra Sandra.

Várias receitas foram chegando e como os alunos estavam mais empolgados a cada semana com o projeto, veio a ideia: por que não colocar todas essas receitas em um caderno?

“Ao final do projeto, queremos fazer um caderno de receitas que será levado pelos alunos para casa e também convidaremos os pais para que possam vir até o colégio provar essas receitas”, disse Sandra.

Receitas que ensinam e fazem a diferença em escola do Caxixe25 ANOS DE ENSINO – No último dia 20 de maio, a EMEIEF Caxixe completou 25 anos atuando no município de Venda Nova do Imigrante. A instituição, que é muito ligada aos primeiros imigrantes italianos do município, conta com uma estrutura de salas de aula, auditório, biblioteca, refeitório amplo, pátio externo, salas para professores, coordenação, direção, secretaria e uma quadra poliesportiva.

BOX

SÍNDROME DE MARFAN - A síndrome de Marfan é uma doença hereditária que afeta o tecido conjuntivo - responsável pelo fortalecimento das estruturas do corpo. A doença geralmente atinge mais o coração, os olhos, os vasos sanguíneos e também o esqueleto.

Pessoas com síndrome de Marfan geralmente são altas e magras, com braços, pernas e dedos desproporcionalmente longos. Essas características definem aquilo que os médicos chamam de aracnodactilia.

Fonte: http://www.marfan.com.br

SÍNDROME DE RUBINSTEIN-TAYBI - Na síndrome de Rubinstein-Taybi, o portador apresenta polegares e dedos dos pés largos, atraso mental, face peculiar, atraso de crescimento, malformações associadas e uma predisposição para o desenvolvimento da formação. É uma doença genética rara com uma prevalência de 1 em 250.000 nascidos vivos. O tratamento é essencialmente sintomático, sendo necessário apoio educacional especializado, sobretudo ao nível do desenvolvimento psicomotor e terapia da fala.

Fonte: http://www.orpha.net