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Regional, 30/11/2011

Operação com mais de 200 policiais para prender coronel da PM

 

Foto: Julio Huber

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Julio Huber

 

Mais de 200 policiais da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ambiental e Polícia Militar participaram de uma operação em municípios do Sul do Estado para prender um tenente coronel da PM e outros sete policiais que atuavam sob seu comando.

 

Um policial da reserva e um ex-policial militar, que foi expulso da corporação e já cumpriu pena por estupro, também foram presos na operação, que contou com o apoio de 22 delegados da Polícia Civil.

 

   

 

A operação foi em cumprimento a uma investigação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo Especial de Trabalho Investigativo (Geti). O tenente coronel Welington Virgílio Pereira, é comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar de Ibatiba, no Sul do Estado.

 

 

 

Denominada “Magogue”, uma referência bíblica ao Apocalipse, a operação foi para cumprir uma série de mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão em diversos municípios do Sul do Estado. Os presos são acusados de crimes como pistolagem, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, dentre outros.

 

Os policiais foram presos e levados à sede do Ministério Público de Iúna, onde permaneceram até a tarde de ontem prestando depoimentos aos promotores e delegados que participaram da operação, realizada nos municípios de Ibatiba, Iúna, Alegre e Guaçuí.

 

A operação foi uma continuidade à prisão do empresário do ramo de café de Iúna, Eduardo Gomes de Matos, 54 anos, preso em flagrante durante uma ação realizada na última semana no município. Na casa do empresário foram apreendidas 15 armas e R$ 220 mil em dinheiro.

 

   

 

Os policiais presos são suspeitos de ligação com o empresário e de participarem de diversos crimes na região. As casas dos suspeitos e a sede do Batalhão foram revistados e aprendidos computadores, documentos e armas.

 

Dezenas de armas da corporação da PM foram apreendidas e passarão por exames de balísticas para analisar se foram usadas em crimes cometidos nos últimos 10 anos na região. Toda a operação foi acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar.

 

 

 

Também há a informação do envolvimento de uma empresa de segurança pública, de propriedade de um dos policiais presos, com o esquema que está sendo investigado pelo MP.

 

Na cidade de Iúna o clima entre os moradores era de alívio com a prisão dos policiais, que eram tidos como perigosos. Uma promotora e um delegado teriam sido ameaçados por integrantes da milícia.

 

Os policiais presos

 

Tenente Coronel Welington Virgílio Pereira
Capitão Jorcelino Gonçalves de Souza
Sargento Carlos Mendes Rodrigues
Policial Hamilton Mello de Souza
Policial Sandro Magueno Viana
Policial Hudson
Policial da P2 Omar Grypp de Souza
Policial Vinicius Rosa de Almeida
Policial da reserva Eduardo Gomes Mattos
Ex-policial militar Souza

 

OBS: alguns policiais detidos não tiveram os nomes completos e a patente na corporação divulgados.

 

Entrevista coletiva

 

Uma nota divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado informou que: “o procurador-geral de Justiça, Fernando Zardini Antonio, o secretário de Segurança Pública, Henrique Herkenhoff, os promotores de Justiça do Geti que coordenam a operação, o comandante da Polícia Militar e o chefe da Polícia Civil vão se manifestar nesta quinta-feira, às 15h30, em entrevista coletiva no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça para falar sobre a operação”.

 

Depoimentos

 

Gilmar Vieira de Souza, 37 anos, motorista

 

 

“Essa é a segunda grande operação no município em poucos dias. Quem deve precisa pagar e essa operação da polícia é muito boa para a população. Nunca havia ocorrido algo parecido em Iúna”.

 

Benjamim Alves, 42 anos, vaqueiro

 

 

“A população merece o melhor e o lugar de corruptos é na cadeia. Já era para terem feito uma operação desta antes. Eu não tenho nada contra as pessoas que foram presas, mas se devem, precisam pagar pelos erros”.

 

Josiane de Souza Moraes, 19 anos, dona de casa

 

 

“Essa operação está sendo muito boa. Muita gente foi presa e é um alívio para a população. Demorou em acontecer isso aqui no município, pois se fizeram algo errado devem ser pesos mesmo”.

 

 



 

 

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