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Não. Parece mas não é nome de restaurante, aquele nomezinho que te faz lembrar de uma fazendinha na serra, com aquela comidinha quentinha, cheirosa e gostosa...
Terra aqui é mesmo essa nossa Terra, essa em que vivem os 7 bilhões de nós, essa, cheia de graça e beleza, cheia de guerras e malvadezas.
E tantas são as malvadezas que pensamos às vezes que a Terra já nos sabe amarga, ao invés de saborosa. Ou insonsa, sem sabor...
Mas, afinal, quem é que pode saborear a Terra, senão nós e, principalmente seu Criador? Claro, ninguém pode melhor saborear uma obra de arte que o próprio artista. Nós outros, por participação, também podemos saborear a Terra.
E, então, para um e para outro, o que faz a Terra saborosa?
O que pode fazer com que Deus e os homens possam curtir a Terra, percebê-la como agradável, saborosa? Essa nossa terra, essa em que vivem os 7 bilhões de nós, essa mesma, cheia de graça e beleza, cheia de guerras e malvadezas.
Para um e para outros, o que dá gosto à Terra são “os homens e mulheres de boa vontade” ou, numa versão mais atual “os homens e mulheres amados por Ele (o Criador)”. É por causa deles que a Terra se torna agradável, saborosa.
Sem eles, os que desejam e se empenham na direção do bem, a Terra tende para a selvageria. E se torna amarga ou sem sabor.
Me lembro da “Carta a Diogneto”, antigo documento do I ou II século, em que um cristão explicava a alguém chamado Diogneto o que seria um cristão.
Ou ainda as Apologias de S. Justino (circa 155) e as defesas de Tertuliano, todos eles insistindo no fato de como seria vantajoso para o Estado (então perseguidor) ter súditos cristãos.
Porque os "homens e as mulheres por Ele amados" é que dão sabor à Terra, são “o sal da Terra”. São aqueles e aquelas que lutam sempre, com adversários que habitam fora de seus corpos e contra os adversários que habitam no interior de seus próprios corpos. E aqueles que amam, aqueles que esperam, aqueles que têm paciência, que são solidários com todos os homens mulheres e crianças, que choram mas não se desanimam, aqueles que... agora estou a um passo do Sermão da Montanha. E aí devo me calar.
E ouvir. E me restaurar das dores, das feridas e da estranha experiência de se por como sal e ser diluído (como o sal!) na massa da humanidade. Para que daí, feliz, mas também somando minhas chagas às chagas curativas do Servo de Javé*, possa nascer a Terra temperada, bem temperada, ao gosto de Deus e ao gosto de cada um de nós.
*Is 53,5
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